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EM FALSO

 

A artista aborda uma de suas referências: o rocaille de cimento — pedras e troncos falsos do jardim romântico que circunda a galeria, uma modalidade paisagística trazida ao Brasil pelos franceses no século XIX. O resultado é uma proposta que entrelaça os conceitos do sublime na paisagem, de edição e de elipse (omissão de partes que não compromete a compreensão do todo) em obras cheias de “ar” e interstícios. “Mais do que imagéticos, nós aprendemos a editar, a lidar com eventos falsos e coisas à metade como se bastassem. Os rocailles são alegorias que me ajudam a refletir sobre a condição quase corpórea da imagem hoje e sobre como os corpos físicos parecem perder substância com isso”, diz a artista.

Exposição individual, 2024

Curadoria: Isabela Portella

Galeria do Lago, Museu da República – Rio de Janeiro

texto curatorial

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